22.12.09

Enfim... o final.

Buenas, este provavelmente será o último póuste do ano aqui no Quarto.

A partir de amanhã estarei de férias \o/ e volto só dia 8 de janeiro. Até lá vou escrevendo alguma coisa, e guardando.. Ou indo em alguma lan house pra postar.. =) A menos que eu me esqueça ou não consiga escrever nada que preste.. como agora.

Então, feliz natal pra ti, caro ser, que durante este ano, ou apenas parte dele, ou alguma vez na vida, entrou aqui e leu as crônicas de 1/4 Cheio. Feliz natal, muitos presentes legais e um ano novo com muita fuligem no cabelo e olhos (pra quem for ver os fogos na praia, logo abaixo dos fogos, bem na reta.. ¬¬) e muita comilança e beberança e shoppeidança!

Até mais!
=)
Um abraço bem apertado (ui)
E obrigada pela companhia ;)
Até o ano que vem!

Carol Grechi.


15.12.09

Uma musica normal pra embalar a semana...

Por Carol Grechi

Pois então, hoje o Quarto está musical!
Acho que essa música tem a ver com o blog, então taí.
Desculpem as desafinadas e a gravação caseira, mas o que vale é o registro da cançã!
Espero que gostem.
Té.

p.s. A inspiração para esta música veio do encarte do CD "Acústico, ao vivo e a cores", da banda Acústicos e Valvulados.


Para ouvir, clique aqui.



Música Normal - Carol Grechi

Vejo a milésima canção aparecer
A rima não combina mas começo a escrever
Coisas sobre mais um fim de tarde em meu quintal
Sigo à espera de uma música normal

Essa melodia meio triste e deprê
Coisa inevitável que insiste em acontecer
Toda vez que tento escrever uma canção
Que não fale nada sobre amor e coração

Um Allstar vermelho, um teclado e um violão
Livros na estante, um par de meias pelo chão
Coisas neste quarto em que descanço meu olhar
Sigo ignorando o meu plexo solar

Quem me dera ter você
Junto a mim nesse lugar
Minha cura é escrever
Até a hora de parar

Um allstar vermelho, um teclado e um violão
Livros na estante, um par de meias pelo chão
Coisas neste quarto em que descanço meu olhar
Sigo ignorando o meu plexo solar

Quem me dera ter você
Junto a mim nesse lugar
Minha cura é escrever
Até a hora de parar

Quem me dera ver você
No dia D que vai chegar
Meu remédio é ter você
Até a hora de parar

9.12.09

O velho Noel



Por Carol Grechi

É natal, fim de ano, etc, etc...

E lá está ele, o personagem que encanta algumas crianças e assusta outras.

Ho-ho-ho!! Na versão original seria um senhor gordinho, simpático, rosado, de cabelos e barbas brancas (não, não é Deus) e um sorriso acolhedor no rosto. Ele lhe daria um abraço e algumas balas de presente, dizendo que você foi uma boa criança. Esta é a imagem que encanta.

Acompanhe agora, a que assusta:

Rô-rô-rô!! Na versão brasileira baixa renda, seria um homem magro, com uma roupa vermelha uns 3 numeros maior que ele, uma almofada sob a blusa pra dar impressão de barriga, uma barba branca falsa (de nilon), cabelos brancos falsos (de nilon) e uma máscara de plástico. As botas pretas parecem roubadas de algum policial destraído e o saco de presentes é mais murcho que o próprio saco do infeliz. As balas estariam melecadas e lhe daria apenas uma, pra levar o que sobrasse pra casa. Também lhe diria pra parar de puxar a barba falsa, se não nunca mais ganharia presentes, pelo resto da vida. Sob a máscara, tenho certeza de que ele não estaria sorrindo.

Hoje eu irei pra Criciúma, logo mais à noitinha. Se não me falha a falta de memória, nesta noite em questã haverá a chegada do Papai Noel lá na city, luzes piscando e brilhando e aquela papagaiada toda.

Será que ele vai ser a versão original ou a versão baixa renda? Meu espírito natalino está tão empolgado quando uma aula de yoga.

Até hoje, nos natais que me lembro, só conheci a segunda versão. Nunca dei muita bola pro bicho feio que ia trazer meus presentes, mas acho que pra mim o natal seria mais bonito se "ele' não fosse tão feio.




p.s.

Lembrei que ontem eu estava no calçadão de Araranguá e vi uma cena lamentável. Próximo de onde eu estava, havia uma loja de brinquedos e enfeites de natal. Havia também um papai noel em tamanho natural, na porta, segurando um sax (mas era um boneco, ta). Aí passou uma senhora e parou na frente dele. Achei que ela ia sorrir, lembrar sua infância e seguir caminhando. Mas não. Depois de olhar por uns instantes ela tentou retirar o sax das mãos do pobre velhinho indefeso. A véia tava tentando roubar o velho Noel! Do nada ela olha pra mim e vê minha cara de "tu não tem vergonha na cara, não?" e sai disfarçada, deixando pra trás um Papai noel inteiro e uma guria com cara de assassina de véias loucas (que no caso, seria eu).
Ah, detalhe, eu sou essa animação em pessoa, nas fotos acima.

8.12.09

Aranhas



Por Carol Grechi

É engraçado como um medo pode te acompanhar desde sua querida infância, até o resto dos seus dias. Por exemplo, há que tenha medo de palhaços. Mas também, imagina o que passa na cabeça de certas crianças ao ver aquela coisa com a boca maior do que a cara e se mexendo feito um bicho louco. Credo.

Aí quando esse pequeno ser cresce, obviamente ele não demonstra que ainda sente medo de palhaços, imagina, que coisa absurda, um adulto ter medo de palhaços.

Ham, ham... Dica do quarto, se for a um circo, na hora em que os palhaços aparecerem, procure rostos adultos na platéia. Se encontrar algum com olhos meio arregalados, dando um sorriso bem amarelo enquanto todos se racham de rir, há uma possibilidade de este adulto ter sido uma pobre criança que temeu (e ainda teme) estes bizarros seres de cabelos coloridos e animação inesgotável.

Ta mas vem cá, o nome da crônica não é "Aranhas"? O que o palhaço tem haver com isso??

Ah, sim... Vamos ao momento psicanálise/diário/regressão.

Deixa eu fazer as contas, eu tinha 4 anos, então era lá por 93... E lembro como se fosse hoje. Na minha querida creche em Estância Velha - RS, estávamos todos (15 alunos e 2 professoras) em cima das mesinhas baixas e redondas onde desenhávamos (sabe quais são né?), nos refugiando.

Do quê? Bom, enquanto as crianças gritavam e as professoras gritavam mais ainda, uma aranha daquelas enormes, marrons, tipo caranguejeira, passeava pelo chão, perto da parede. As professoras estavam cada uma com uma vassoura na mão, tentando acertar a criatura peluda que aterrorizava a todos nós. Não lembro como terminou a cena, só me lembro disso.

3 anos depois, uma criança gordinha e sem um dente da frente, assistia à Sessão da Tarde enquanto fazia os "Temas de casa" da segunda série, na cidade de Novo Hamburgo - RS.

E o filme era....? Aracnofobia.


Depois daquele filme, posso dizer que as coisas pioraram um pouco.

Se alguém vai cortar a grama eu vou passear na mesma hora, voltando de preferência uma semana depois. Pra quem não sabe, estas grandes, nojentas e "argh" criaturas, geralmente se escondem nas gramas altas, próximo às paredes ou muros do local. E também andam em par. Se tu matar uma, pode ficar refugiado em cima do sofá, meu querido, porque logo logo o parzinho da aranha aparece pra tirar satisfação.

Hoje, dia 8 de dezembro de 2009, eu estava esperando o ônibus pra Araranguá, como de costume, sentadinha no banco da parada. De repente senti alguma coisa no topo da minha cabeça, e logo pensei que era uma joaninha ou outro inseto inofensivo, pois volta e meia um deles procura as minhas madeixas. Meu xampu deve ser doce, sei lá.

Com essa minha "experiência" de coisas caminhando na cabeça, sei que não se deve esmagar o inseto com um tapa, se não fica tudo melecado, mão e cabelos. Então fiz uma pinça com os dedos e puxei o bichinho.

Não gritei porque de repente a minha voz (e a minha alma) pareciam ter sumido. Era uma aranha vermelha, daquelas bundudas, e segundo minha temerosa sabedoria, algumas delas podem ser bem venenosas.

Nem sei como atinei, mas em menos de meio milésimo eu já tinha jogado ela no chão, e pisado em cima. Pelo rastro vermelho que ficou no cimento, acho que ela não resistiu ao meu golpe "ChucK Norris" de All Star.

Uma meninha duns 9 anos que também estava na parada, viu a cena toda. Quando olhei pra ela ela deu um sorrisinho com os olhos arregalados. Tenho a impressão de que ela viu a cara de "apocalipse" que eu fiz quando a aranha ficou por breves instantes na minha mão. Parecia que ela tava dizendo "tudo bem, eu não conto pra ninguém". Guria gente fina.

Am... Acho que eu vou comprar um chapéu.
Ou trocar de parada.
Ou de cidade.
=S

7.12.09

Deu branco



Por Carol Grechi

Não sei o que escrever. Pensei, pensei, pensei e só pra dizer que não desisti fácil, pensei mais um pouco. Mas não adianta, não sei sobre o que escrever.


Pensei no Guitar Hero que eu instalei no meu "super" (ironia, tá?) notebook da Intelbras e ele fica travando, pensei que hoje fui tocar violino e vi que as cravelhas estavam mofadas (apesar de eu guardar conforme as recomendaçõns, lá em casa mofa até o pensamento), pensei no que fazer quando chegar em casa, agora que estou de férias, e decidi que ou vou tocar meu violino mofado ou jogar meu Guitar Hero travado.


Mas não pensei em nenhum assunto que eu pudesse desenvolver aqui. Nada. Zero.


Deu branco. Tão branco quanto as geleiras que estão sumindo na Antártica, como bem disse o Fantástico ontem, e tão branco quanto os seus dentes após usar Close Up White Now, pelo menos é o que eles dizem na propaganda.


Aliás, acho que quem disse isso de branquear na hora é um espertalhão. Comprei a tal pasta de dente. O negócio é seguinte, tu olha teus dentes antes de escovar. Ok. Aí escova e vê que a pasta é azul, azul marinho, aí fica tudo escuro e tal, a espuma teus dentes e a tua boca. Quando enxágua, parece que os dentes estão super brancos. Pelo menos em contraste com o azul anterior, estão. E nessa de se distrair com a pasta azul, tu nem se lembra mais da cor exata dos teus dente antes de escovar. Espertalhões. Vou saber se tava mais amarelo, menos amarelo ou a mesma merda.


White Now, White Now é o meu cérebro sem assunto pra escrever hoje.


Desculpe se você perdeu tempo lendo isso, prometo que na próxima eu capricho. Boastarde.


Vo ali tentar salvar meu mp3ou9, quando pega vírus as pastas viram .exe e aí as músicas não tocam. ¬¬ Arre, saudade do meu toca fitas.

3.12.09

Incompatibilidade musical (quê?)



Por Carol Grechi

Último dia de "aula" na faculdade. Digo "aula" porque hoje todos os colegas da quinta fase de jornalismo da Faculdade SATC (ou éssi A Tê Cê, como disse o Jô, quando fomos pra lá ano passado) estarão reunidos no Friends para a despedida.

Apesar de a batata frita ser meio cara, lá dá pra juntar as mesas e fazer o que se faz em último dia de aula. Nada.

Como era de se esperar, alguém tem que levar o violão. Ah, oi, tudo bem? meu nome é alguém.
Adoro levar o violão, a festa fica ainda mais animada! Até alguém falar "ta, toca uma aí que todo mundo conhece".

Cri cri cri... Os grilos fazem a introdução até a "música que todo mundo conhece" começar. O que demora um tempo considerável.

Mas é aí que mora o problema. Eu, portadora do violão, sei tocar musicas de meu gosto (é lógico) e dificilmente 15 pessoas gostam da mesma coisa. Se eu puxo um Nenhum de nós, Engenheiros, Cidadão Quem... 3 pessoas (comigo) cantam.

Quando passo o violão pra um colega que toca "fio de cabelo", "menino da porteira", etc... Todos cantam.

Enquanto eu e mais dois estamos cantando as pérolas do rock gaúcho, todo mundo está conversando, ou seja, o barulho ambiente acaba sendo maior do que minha esmilinguida voz. Aí alguém grita "canta mais alto! canta pra fora!" ¬¬

Sinto muito informá-los, caros colegas, mas desde a primeira fase vocês já deviam ter percebido que eu não consigo aumentar o volume da minha voz, pelo menos não sem desafinar ou engaipavar ou as duas coisas ao mesmo tempo. Não nasci pra cantar alto enquanto os outros conversam, não sem um microfone, pelo menos.

Aí quando toca "toda vez que eu viajaaaaaava pela estraaaada de ôro fiiiiiino" tá todo mundo cantando, não precisa o portador do violão se esgoelar e ninguém percebe se ele desafina, porque justamente, está todo mundo cantando.

Bom, hoje vai ser mais um dia desses, em que eu vou me sentir impotente vocalmente no meio da baderna toda, e o menino da porteira vai berrar solto pelo Friends.

Eu poderia aprender a tocar as musicas que eles gostam né?.... Hum... Não... Não é por nada, mas é que... Mesmo ouvindo só ocasionalmente, eu já enjoei desse sertanejão do tempo do êpa... Então ficaremos neste impasse até o dia da formatura. Sinto muito. =/

Sorry, colegas. Minha voz não é tão potente pra se sobressair aos zilhões de decibéis de um bar cheio de gente tagarelando, e infelizmente possuímos incompatibilidade musical.

É a vida, é a música.

Mas mesmo assim amo vocês e nos vemos hoje à noite pra fazer barulho e comer batata cara!
\o/ rumo a sexta fase! boas férias, cambada!