2.2.09

1/4 Cheio de organização (??)


Por Caroline Grechi

Mais um dia de verão começa em suas férias, e o rádio-relógio mostra que são 11:40. Certo, hora de levantar pra ver os Simpsons.Seus pés rapidamente encontram suas havaianas azuis, que ficaram respingadas de tinta branca desde que suas mãe as escolheu como calçado adequado para um dia de pintura na casa. E logo, você e suas havaianas "exclusivas" partem em direção ao banheiro, para dar aquela coxilada básica no vaso e perder mais ou menos 12 minutos em frente ao espelho, escovando os dentes, mexendo em espinhas, analisando o cabelo, etc.

Durante o almoço sua mãe lhe avisa que contratou uma empregada para dar um jeito na casa, uma vez por semana. "Humm, legal" é o som que parece sair da sua boca enquanto você mastiga uma penca de batatas fritas. Depois de alguns dias você nem lembra mais deste diálogo durante o almoço, e se prepara para ir à casa de um amigo. Como sempre acontece quando você precisa decidir que roupas usar, o seu quarto fica uma zona. Ok, não sejamos injustos. O seu quarto fica uma zona maior ainda. (Ah, agora sim).


Os famosos pés de meia que você cultiva com tanto carinho sob a cama, se desesperam ao ver suas mãos se aproximando, pois sabem que depois de serem usados por mais esta vez, eles podem fazer parte da pequena probabilidade de irem para o cesto de roupas e depois serem lavados cruelmente por uma máquina. Lógico que isto raramente acontece, pois você toma muito cuidado com seus pertences.

Eles podem parecer aleatórios, mas estão exatamente onde você queria que estivessem. Qualquer associação com a palavra bagunça é total e extremamente equivocada. (De onde vieram essas palavras bonitas que você anda usando ultimamente?..enfim..).


Depois de deixar somente seus trajes de banho na gaveta e espalhar todas as outras peças do seu vestuário pelo quarto (e depois de provar uma por uma, é claro) você apaga a luz e antes de fechar a porta faz uma nota mental de que na volta seria bom dar uma leve organizada nas coisas do quarto. Só recolher as embalagens alimentícias vazias, já estaria de bom tamanho.


Mas ao retornar da casa de seu amigo, você abre a porta do quarto, olha por um segundo e fecha de novo, certo de que entrou no quarto errado. Ok, vamos lá, mais uma vez.
Hum, agora a vergonha toma conta do seu Ser, será que se destraiu tanto assim e entrou na casa errada??


Não, depois de olhar demoradamente você reconhece alguns pertences, que aliás achava ja ter perdido a muito tempo. Que estranho, será que você bateu a cabeça e está com amnézia? e não se lembra de ter virado uma pessoa organizada? (eca!)


Ou você ainda pode estar dormindo e tudo isto pode não passar de um sonho, mas pelo jeito que as coisas se encontram, ou no caso NÃO se encontram, estaria mais pra pesadelo.
Ok, passo numero um, fechar os olhos e respirar fundo, com o pensamento positivo de que ao abri-los de novo tudo estará em seu devido lugar, ou seja, fora do seu devido lugar.


É, não adiantou, seu quarto ainda parece três vezes mais vazio, limpo, organizado e habitável do que quando você o deixou horas atrás.
Palma, palma, não priêmos cânico. Já diria o colorado mestre dos mestres.
De repente a palavra sai como num jorro, enchendo cada centímetro da casa:
MÃÃÃÃÃEEEEE!!!!!!


E aparece a sua mãe, preucupada com a urgência em sua voz, achando que você levou um choque, cortou um dedo, quebrou o pé, ou algo parecido. Depois de ver que todas as partes do seu corpo estão inteiras e itactas, ela pergunta: O quê foi meu filho? e voce começa a explicar resmungando que o seu quarto não é mais o seu quarto, etc. Até ela começar a sorrir da sua cara de raiva e fazer aquela expressão de "ah ta, era isso". Ela pode ter entendido, mas você ainda não entendeu nada, e continua resmungando até ser interrompido por uma unica palavra que sai da boca de sua mãe: EMPREGADA.


Claro, agora tudo faz sentido, sua mãe já sabe que seu quarto é um território em que qualquer pessoa é proibida de entrar sem o seu consentimento. Mas pelo jeito a empregada ainda não sabe. Ah, mas vai ficar sabendo, e se insistir em (eca!) organizar suas coisas de novo... a coisa vai ficar séria.


Antes de deitar pra dormir em seus lençóis limpinhos e cheirosos (essa parte das coisas cheirosas até que não é tão má assim..) e ainda procurando as coisas que foram "escondidas" e as colocando em seu devido (fora) do lugar, você começa a arquitetar um plano para a defesa de seu território. Uma chave na porta deve bastar.


Mais uma olhadela no quarto: um par de meias já recomeça a habitar sob a cama, suas roupas do dia estão em cima do sofázinho junto com os dvds, o mp3 e um pote de iogurte vazio. É, com um leve sorriso no rosto você apaga a luz do abajur do Hommer e vai dormir mais tranquilo, em 1/4 um pouco menos cheio de organização.

29.1.09

Síndrome do Pânico Capilar


Por Caroline Grechi



Cabelos quase na altura do cotovelo.

Você atravessa aquelas portas com a idéia de sair de lá mais renovada. Senta naquela cadeira que faz doer o pescoço, mas mesmo assim aproveita o momento, enquanto alguém lava os seus longos cabelos com todos aqueles shampoos e cremes cheirosos que só se encontra em um cabeleireiro.

Depois de levantar da tal cadeira com a impressão de que seus ouvidos estão carregando 3 litros de água cada um, encaminha-se à outra cadeira, esta, rodeada de espelhos. Espelhos que lhe mostram detalhes assustadores, que aquele único espelho frontal no seu quarto, lhe poupa de saber (como uma leve calvice no topo da sua cabeça, por exemplo).

Penteiam seus molhados fios. E aí vem a pergunta principal:

"Então, o que vair ser?"

E você reflete, ainda assustada com o efeito dos espelhos, antes de responder:

"Ah, pode cortar uns 3 dedos, só pra ele crescer mais forte.. se puder dar uma repicada também, pra ficar mais volumoso né.. ele é bem fininho e tal.."

E lá vem ela, a tesoura. Crect, crect.. e os pedaços caindo..

E você se perguntando se a pessoa cortando seu cabelo entendeu que os "3 dedos" seriam de uma mão normal.. não de uma mão de gigante. Crect, crect...

Opa!você falou pra cortar "3 dedos" ou um braço inteiro??

Algo está errado, os pedaços caindo no chão parecem bem maiores do que você imaginava, mas agora nao adianta falar... Vai fazer o quê? deixar metade curta e metade comprida?? Que continue o assassinato capilar e seja o que Deus quiser.

Depois da tesoura vem a navalha. Pra fazer o tal efeito desfiado que você pediu...

Se soubesse que ia ficar parecendo um espantalho alguns minutos depois do pedido, talvez você tivesse dado meia volta na rua em frente ao salão. Mas tudo bem, sempre com aquela cara de paisagem, você espera a coisa acabar, rezando pra que afinal de contas nao fique tão feio assim.

Hum... talvez depois de secar melhore um pouco. "Quer dar uma secadinha?" pergunta a pessoa, e você responde "uhum" em vez de dizer o que realmente pensou... Algo como: "claro! pior do que tá não fica né...".

Realmente, o corte ficou combinando... Combinando com uma plantação de milho e um boneco de braços abertos pra espantar os urubus. Céus... muita calma nessa hora. Você sorri e diz com toda simpatia "nossa, bem melhor! fiquei mais.. leve né? hehe.. gostei". Sim, você merece um Oscar.

Sorte que na rua não tem ninguém, (é quase meio-dia) e até a sua casa as possibilidades vão se formando:

* Chorar até não querer mais? Não, não temos tempo pra isso.

* Xingar a pessoa que segurava a tesoura? Não, você tambem não falou nada, então consentiu com a coisa toda.

* Lavar a cabeça pra tentar dar uma ajeitada? Sim, parece uma boa idéia...

Secador de cabelos, um pente de plástico e uns 15 minutos. Hum... Até que não ficou tão mau...
Se soubesse você mesma tinha feito o estrago em casa (e de graça).

Hora de pegar o ônibus, sua mãe (sabendo que cada frase dita que contenha a palavra "cabelo" pode ter efeitos devastadores) sorri e diz: "Ah, mas agora ficou bom, filha... e daqui a pouco cresce..."

Claro mãe, daqui a pouco cresce.

No ônibus a situação não é das piores, devem achar que você é mais uma emo revolucionando os padrões de estética. (Sim, caso não tenha ficado claro, estou sendo irônica. ¬¬)

Mas no calçadão da cidade em que você trabalha, a impressão é de que todos estão virando o pescoço para ver o que é "aquilo". Claro que sua paranóia aumenta a proporção em 200%, se 3 pessoas olharam duas vezes, foi muito.

Droga, maldito espelho no banheiro do escritório... Será que os espelhos se multiplicaram?..
"Cortou o cabelooo???", pergunta sua colega. Nãão, tirei pra lavar ¬¬.

Claro que mais uma vez o que sai da sua boca é só um simples e indiferente "uhum".

Pois é... pelo menos dessa vez vai ser impossível seu namorado não reparar. E depois de rir durante uns 47 minutos ele vai te olhar e dizer "Tô brincando amor, ta linda!"

E mais uma vez a resposta será um mero: "Uhum", que se repetirá por mais alguns meses, até você se curar da indignação, tristeza e revolta básicas causadas por uma "Síndrome do Pânico Capilar".

27.11.08

Luciano Leães. Diversão, paixão e profissão.



Por Caroline Grechi

Caminhando pelas dependências do Centro Cultural Célula, em Florianópolis, enquanto aguardava pela passagem de som para mais um show, um simpático pianista me contou um pouco de sua história, enquanto dava paradas ocasionais para tirar algumas fotos da decoração do ambiente, repleta de camisetas de bandas e discos de vinil.

Aos sete anos de idade Luciano Leães começou a expressar seu talento para a música, transferindo suas emoções para o piano através de seus hábeis dedos infantis. Nas festas de família e nas tardes passadas na casa da avó paterna, Luciano tocava piano com seus tios, e lembra que na sua infância, a maioria das festas de Natal eram realizadas ao som de piano. O garoto de cabelos pretos, hoje é um homem de belo sorriso e um dos pianistas mais elogiados do Sul do país.

Contando sempre com o apoio da família, Luciano seguiu se aprimorando e cada vez mais se apaixonando pelo piano. “Na infância, era uma das brincadeiras prediletas, na adolescência se tornou um grande prazer. Até hoje acredito que toco com a mesma vontade dos tempos em que isso era uma brincadeira, ou até mais”, comenta o moço ao parar para admirar uma parede com um gigante painel de palavras cruzadas.


Ao sentar-se em frente ao palco e apanhar uma bolacha recheada do pacote em minhas mãos, Leães relembrou das dificuldades pelos quais passou, mas que com muita persistência e paixão pela música, conseguiu superar. “Lembro de ouvir os discos dos mestres do blues e ficar horas em frente ao piano, tentando tocar como eles; ouvia alguns álbuns e ficava desanimado, pensando que nunca ia conseguir chegar perto daquilo. Hoje sei que as dificuldades vão continuar sempre, pois isso é apenas uma variável que faz da música uma forma de expressão tão complexa e bonita. Foram anos até chegar a um nível que me deixou satisfeito”.

Esse nível a qual ele se refere também deixa outros grandes músicos muito satisfeitos, e é um dos motivos pelos quais Luciano é convidado a participar de inúmeros trabalhos de bandas que fizeram e ainda fazem história no Rio Grande do Sul. Além de trabalhar com produção musical e composição de trilhas no seu estúdio em Porto Alegre, Leães divide seu tempo tocando em três ou quatro bandas.

Uma delas é a Locomotores, resultado da união de músicos já bem conhecidos na cena roqueira do Sul do país, e composta por ex-integrantes de bandas como Cachorro Grande e TNT. Outro trabalho, que começou com uma participação no DVD da banda, é a parceria com o Acústicos e Valvulados; amigos de longa data que agora também contam com Leães para realizarem seus shows.

A lista continua. No final dos anos 90, o pianista conheceu Fernando Noronha. A “Jam session” realizada pelos músicos ocorreu com tanta naturalidade que o resultado foi sua integração à Fernando Noronha & Black Soul, da qual faz parte até hoje; tendo inclusive realizado inúmeras turnês pela Europa, a mais recente no começo de 2008.

Já as participações, se perdem na longa lista de amigos... Entre os vários trabalhos, estão a contribuição no segundo CD da banda instrumental Pata de Elefante, e a participação como pianista/organista e co-produtor do disco “Let me in” do harmonicista brasileiro Alex Rossi, que desponta no exterior como uma das grandes revelações na harmônica (a popular “gaita de boca”).

Ao longo de sua carreira Leães passou por palcos do mundo inteiro, com destaque para o Festival Internacional de Jazz de Montreal e diversos outros festivais e casas da América latina e Europa. Também teve a oportunidade de trabalhar/tocar com músicos como BB King, Chris Duarte, Celso Blues Boy, Renato Borghetti, Carey Bell, Holland K. Smith e Litlle Jimmy King.

Comendo a última bolachinha do pacote de Negresco (que por descuido de algum dos Acústicos e Valvulados, acabou caindo em nossas mãos), Luciano diz que o conselho que dá aos seus alunos de piano ou a algum músico iniciante no instrumento, que lhe pergunte qual o caminho para chegar aonde ele se encontra atualmente como profissional, é o de nunca desistir e treinar sempre.

“Passei por muitas dificuldades em meus estudos de blues e soul, mas nunca associei música a algo negativo ou difícil. Mesmo nas horas mais complicadas, eu sentia prazer em tocar e a vontade sempre superou qualquer obstáculo”, encerra o mestre das teclas ao me dar um sorriso, antes de subir ao palco e se preparar para mais um show na sua longa a e apaixonada história com a música.



19.11.08

1/4 Cheio de perguntas



Por Caroline Grechi

Por que será que a nossa cabeça não pára de pensar? Nem quando dormimos a desgraçada pára... Zilhões de pensamentos voando pela sua cachola e te deixando cada vez mais confuso.

O interior da sua cabeça deve ser parecido com o seu quarto. Gavetas de idéias, armários de sentimentos e dúvidas espalhadas por todo canto, como se fossem meias. Nas noites de insônia você resolve sair catando as dúvidas pelo seu quarto cerebral, para ver se organiza alguma coisa. Mas é o mesmo que jogar água em “Gremlins”, pra cada resposta que você tenta encontrar, surge outra pergunta. E ás vezes, as que surgem não tem nada a ver com a pergunta principal. São Gremlins independentes.

Por que todo mundo tem namorada (o) menos eu?
Perguntas Gremlin:

Eu sou tão feio (a) assim?
Meu cabelo é esquisito?
Será que em vez de engraçado (a) eu sou mala?
Meu nariz podia ser mais fino...
Porque o mês que vem não chega nunca?

Por que eu não ganho dinheiro fazendo o que gosto?
Perguntas Gremlin:

Eu canto tão mal assim?
Quantos anos eu vou levar pra tocar violão que nem o Duca Leindecker?
Um caminhão da Elma Chips podia tombar na minha rua...
Será que um dia alguém vai comprar as fotos que eu tiro?
Será que um dia vou escrever crônicas pra um jornal?
Quanto tempo vai levar até eu trabalhar na Atlântida?
E se eu pintasse o cabelo de azul?
Se eu inventasse um chocolate que emagrece?

Por que dizem que eu pareço carente?
Perguntas Gremlin:

A falta de namorada (o) está tão visível assim?
O fato de querer abraçar meus amigos quer dizer alguma coisa?
Só eu tenho ciúme de amigos?
Por que aquele All Star vermelho é tão caro?
Será que o meu conceito de amizade é o mesmo das outras pessoas?
Eu sabia que eles estavam namorando...
Será que só eu vou ficar encalhado (a)?????

E por aí vai... Além de questionamentos de notas da escola/faculdade, dúvidas em relação à política atual (mas essa duvida é tão chata que tu já larga no cantinho onde ela tava, embaixo do tapete do quarto cerebral.)

04h15min da manhã e a cabeça continua a milhão. Agora vem aquela musica desgraçada que algum colega engraçadinho cantou, e que não sai da sua mente. Fica se repetindo e repetindo e repetindo, e sempre a mesma frase. Quer saber qual é a música? Ok. Mas atenção: a seqüência de palavras a seguir pode causar insônia, irritação e perigo à integridade física da escritora.

“Aaaaiinda ooonnntemmm... Choreeeii de Saaudaaadee...”

Eu avisei. Boa sorte na sua próxima noite de insônia, e se de algum canto do seu quarto, surgir auma dúvida Gremlin... Não jogue água nela.

4.9.08

Palavras não mordem

Por Caroline Grechi

Obs: Hoje vou mandar uma das antigas! estes pensamentos aqui são de março do ano passado... Mais precisamente 24/03/07! quando eu nem sabia exatamente o que era um blog ¬¬. Lá vai.

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Certo dia estava me lembrando de alguns colegas que tive no 2° Grau. Quando o professor de português perguntava se eles gostariam de ler um texto em voz alta, parecia que estavam sendo questionados se preferiam a forca ou a cadeira elétrica. Isso me impressionava. Como uma criatura que passou onze anos em uma escola, lidando diariamente com palavras, não poderia gostar de ler? Então me diziam: “não adianta, não gosto de ler e ninguém vai me obrigar" ah, pois se não gosta, aprenda a gostar! E se pensas que ninguém vai te obrigar a ler, estás muito enganado.

A sociedade vai te obrigar a ler, se quiseres um bom emprego serás obrigado a ler, a ter cultura suficiente pra que se destaque dos demais. Se quiseres conquistar alguém interessante, tens que ter cultura suficiente pra iniciar uma conversa ao nível dessa pessoa. "Ai Carol, eu não tenho dinheiro pra comprar livros por isso não leio..” oh, pobrezinho... O que não tens é vontade! A informação não se prende só aos livros hoje em dia meu caro amigo de cabeça-oca, as palavras pulam aos montes em qualquer lugar que você olhe, é só saber capturá-las.

Lembro como se fosse hoje o 1° dia em que voltei para casa sabendo ler. Morava em uma cidade grande e o ônibus dava voltas e mais voltas, passando por inúmeras placas, anúncios, cartazes, fachadas de lojas... Tudo! Uma avalanche de informações que com seis anos eu fazia questão de absorver. Coitada da minha mãe que agüentava meus "resmungos” ao ler em voz alta tudo que eu via pela frente.

Ao meu amigo cabeça-oca citado anteriormente, foi essa a dica que eu dei, leia tudo! Qualquer coisa. Embalagem de bala, rótulo de shampoo (aliás, esse é mais lido do que se pensa, principalmente quando algumas necessidades fisiológicas se tornam... entediantes), jornais velhos -"ah, mas é velho"- não interessa, tem milhões de palavras nele. Confira o horóscopo, veja se aquilo realmente aconteceu ou se publicam as mesmas frases todo mês; se tiver reportagem sobre algum filme babaca, tente lembrar quantas vezes ele já passou na Sessão da tarde

Se estiver de saco cheio, com muitos problemas, vá ler uma bula de remédio... Tente pronunciar aqueles nomes. Pelo menos por cinco minutos teu único problema vai ser falar ácido acetilsalicílico em voz alta... Tenta!Se você, caro amigo preguiçoso, conseguiu ler esta crônica até o fim... Parabéns! Descobriu que palavras não mordem.